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Estudo do Inconsciente

 Inconsciente: Perspectivas Filosóficas e Psicanalíticas O estudo do inconsciente tem sido uma das áreas mais fascinantes e complexas da filosofia e da psicologia. Desde os tempos antigos, filósofos têm contemplado a natureza oculta da mente humana, enquanto a psicanálise, especialmente através dos trabalhos de Sigmund Freud e outros psicanalistas contemporâneos, tem lançado luz sobre as camadas profundas da psique humana.  Este breve texto visa explorar essas perspectivas, desde os fundamentos filosóficos até as contribuições contemporâneas da psicanálise, incluindo importantes figuras brasileiras nesse campo. Filosofia e o Inconsciente A investigação filosófica sobre o inconsciente remonta aos tempos antigos, com Platão sugerindo a existência de uma alma dividida em camadas, algumas das quais permanecem inacessíveis à consciência. Aristóteles, por sua vez, discutiu o papel dos sonhos como reveladores de desejos e preocupações ocultas.  No entanto, foi com a ascensão da ...

A escola suficientemente boa

Por Danilo M. H.


O presente texto tem como objetivo elencar as contribuições da psicanálise na educação a partir dos principais conceitos da teoria do amadurecimento de D. Winnicott.


A partir do artigo científico “A teoria do desenvolvimento maturacional de Winnicott: novas perspectivas para a educação” (Almeida; Naffah, 2021) abordaremos os entrelaços entre a teoria psicanalítica no contexto da educação escolar.


O artigo em questão propõe discutir as contribuições da teoria do desenvolvimento maturacional de Winnicott para o campo da educação escolar. Na primeira parte do texto, os autores apresentam um breve histórico da psicanálise, para em seguida levantar contribuições importantes da escola inglesa dentro do contexto pedagógico. Nesse sentido, o texto apresenta as intersecções entre a psicanálise e diferentes áreas das ciências humanas.


 A partir do texto de Freud (1913) “O interesse da psicanálise para as ciências não médicas” destaca-se um subtítulo denominado “O interesse para a pedagogia”. É notório que a partir dos desdobramentos da teoria da sexualidade infantil, um professor ciente do tema, pode estabelecer uma conexão melhor para ensinar diante dos “impulsos instintivos das crianças, direcionando-os, então, para a aprendizagem, sem censurá-los.” Ou seja, “uma educação menos repressora.”


Cita-se também outro artigo de Freud (1914) “Sobre a psicologia do colegial”, no qual o psicanalista tece a respeito do “processo de identificação que ocorre entre professores e alunos''. Além disso, afirma que “aprendemos algo por amor e admiração à figura do educador.” E afinal, quem não se lembra de um mestre que nos cativou e realmente nos fez aprender por amor nessa relação transferencial?


E assim, os autores nos apresentam diversos ensaios e textos de Freud que culminam para uma relação sutil entre a psicanálise e o contexto pedagógico.


Na segunda parte do artigo, os autores passam a discutir as descobertas da clínica Winnicottiana, na qual estabelece uma “linha de desenvolvimento do ser, a partir de si mesmo e sustentado pelo ambiente”. (Almeida; Naffah, 2021) Nesse sentido, podemos notar como as construções da criança a partir de um processo de amadurecimento e na relação com o ambiente a sua volta, como a escola, os professores podem vir a se tornar facilitadores deste.


Dessa forma, fica clara a “necessidade de o espaço escolar vir a ser um meio de acolhimento e atenção às singularidades (do aluno)”. Uma escola onde os alunos tenham uma relação de um a um com cada professor e que esta seja um campo de descobertas de potencialidades individuais, facilitando o desenvolvimento de cada criança a partir de uma escola suficientemente boa.





Referência bibliográfica:


ALMEIDA, A. P.; NAFFAH NETO, A. A teoria do desenvolvimento maturacional de Winnicott: novas perspectivas para a educação. São Paulo: Rev. latinoam. psicopatol. fundam. 24 (03). Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rlpf/a/5rx4wqK63BJqQRmhC3J5rbk/> Acesso em: 07 nov. 2021.


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